Fotografado em infravermelho, este lugar transcende o real.
Uma luz diferente, quase mágica, invade a paisagem: as montanhas parecem
respirar, as árvores irradiam uma energia etérea, como se brilhassem com vida
própria de outro mundo. O verde transforma-se em ouro incandescente, os
rochedos ganham profundidade dramática e o céu escuro contrasta com uma
luminosidade que parece vir de dentro da própria terra.
Caminhar por aqui é pisar o limiar entre a geologia e o
sonho. Cada imagem desta série captura esse instante em que o concreto se
dissolve no imaginário, onde o silêncio da pedra e do vento se torna palpável e
o vale revela a sua alma mais secreta e luminosa.









